Autoestima interfere na produtividade no trabalho

Excesso de autocrítica e insegurança pode minar sua carreira

Trabalhar é uma atividade que diariamente exige energia emocional, física e mental. No entanto, equilibrar e orquestrar tudo isso não é tão fácil. Um chefe rígido demais, um colega que sabota ideias, a falta de reconhecimento, as fofocas, o salário questionável, entre outros poréns, podem minar qualquer ambiente detrabalho

Se isso acontece, a falta de ânimo aparece. E é neste detalhe que você deve prestar atenção: sua autoestima pode estar abalada. De acordo com o psicólogo e consultor de recursos humanos Marco Ornelas, ela tem influência em tudo que fazemos. “A autoestima reflete o que acreditamos ser. Por isso, o autoconhecimento é de fundamental”, diz o profissional.  
Autoestima interfere na produtividade no trabalho - Foto: Getty Images
Autoestima interfere na produtividade no trabalho
Basicamente, isto siguinifica que você deve ser seguro o suficiente para acreditar no seu potencial, respeitar suas limitações e não temer o julgamento dos colegas quando sugerir algo. O processo para atingir uma autoestima elevada, diz o psicólogo, não é fácil, mas também está longe de ser impossível. 

Não detone a produtividade 
A autoestima está diretamente ligada a produtividade em um ambiente de trabalho. Segundo Marco Ornelas, se ela estiver baixa (ou praticamente nula) você pode prejudicar a sua carreira. “O primeiro sintoma para perceber se a autoestima de um funcionário está abalada é prestar atenção na maneira como ele se comporta diante das tarefas a serem feitas e também na sua relação com os colegas”, explica. 
Autoestima interfere na produtividade no trabalho - Foto: Getty Images
Autoestima interfere na produtividade no trabalho
A baixa autoestima no trabalho é sinalizada pela tendência da pessoa a achar que não consegue dar conta das tarefas, pelo modo como ela tende a se anular e esconder e também pela constante insatisfação com resultados das atividades que faz. “Se somar estes sintomas à tristeza que eles provocam, naturalmente o funcionário se sentirá pressionado e ficará descontente. É uma bola de neve que culmina em umaprodutividade abaixo da esperada por gestores”, explica Ornelas. 

Como afastar a armadilha 
Aumentar a autoestima é um trabalho de formiguinha. Segundo o psicólogo Marco Ornelas, é uma tarefa que, em primeiro lugar, vai exigir uma boa dose de consciência do que realmente está tornando o trabalho um fardo. “Mudanças radicais não são eficientes a longo prazo. É um trabalho gradativo e muitas vezes lento”, diz. 
O profissional recomenda que as comparações com os colegas que estão em cargos acima sejam evitadas. De acordo com ele, um bom começo para virar o jogo é fazer comparações com funcionários que estão no mesmo nível e condições que as suas. 

Cuidar da aparência também é importante. Se sentir bonita aumenta a confiança. Deixar a autocrítica e ter um autoconhecimento mais amplo, diz Ornelas, só aumentam as chances de uma situação desconfortável no trabalho desaparecer.  

Ciúme sinaliza baixa autoestima e pode detonar relacionamentos

Saiba como identificar o inimigo e aprenda a controlar as crises

Após cenas de ciúme, de perseguição e alguns escândalos, o que era para ser um caso de amor ou de companheirismo termina em desentendimento e brigas. Além dessas cenas vivenciadas serem dignas de roteiros de novela, o ciúme é um dos fatores mais comuns que desestabilizam um relacionamento. De acordo com a psicóloga Doralice Lima, este sentimento é comum como a tristeza, a alegria e a raiva, mas pode fugir das barreiras do que seria normal quando ele protagoniza uma relação e se torna patologia. De acordo com a profissional, o ciúmes em exagero nada mais é do que um sinal de que a <mv style="box-sizing: border-box;" texto="autoestima“>autoestima está em níveis baixos. 

Entenda o vilão 
No relacionamento amoroso, a vontade sem limites de querer controlar o parceiro ou parceira, o costume de fantasiar situações e apenas viver em função destas ilusões são alguns dos sintomas do ciúme doentio, motivo que sufoca uma relação e coloca um ponto final ao namoro ou casamento
Ciúme sinaliza baixa autoestima e pode detonar relacionamentos - Foto: Getty Images
Ciúme sinaliza baixa autoestima e pode detonar relacionamentos
“O passado do paciente ciumento em excesso pode contribuir para sua patologia”, explica o psiquiatra Maurício Lima. Segundo o profissional, pessoas que já sentiram na pele a infeliz sensação detraição tendem a ser desconfiadas, uma vez que temem que a dor se repita. Além do ciumento sofrer com a situação, ele pode agredir o outro verbalmente, ou até mesmo partir para a agressão física – comportamentos que também ajudam a definir os níveis de compulsão. “Essas pessoas também convivem sempre com a ansiedade, depressão, insegurança, humilhação, culpa, desejo de vingança e, principalmente, uma baixa autoestima”, alerta o profissional. 

O indivíduo também costuma alimentar de forma nociva o sentimento de posse. Nesse caso, é fundamental notar a diferença entre este comportamento sufocante e o zelo. O segundo trata-se de uma experiência saudável e apenas uma maneira de cuidar. 
Ciúme sinaliza baixa autoestima e pode detonar relacionamentos - Foto: Getty Images
Ciúme sinaliza baixa autoestima e pode detonar relacionamentos
Especialistas acreditam que certos ciúmes exagerados também podem estar ligados ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). A doença, entre outros sintomas, faz com que a pessoa sempre acredite que esteja sendo traída e procure constantemente constatar se de fato está certa no que pensa. 

Entre familiares, o ciúme também teima em aparecer e estragar o que poderia ser uma troca saudável e, em alguns momentos, permeia a rivalidade e o sentimento deinveja. Tal cenário acontece no relacionamento entre irmãos, por exemplo, que buscam posição de destaque e querem a atenção dos pais. “Esse tipo de comportamento pode surgir por volta dos 4 anos de idade ou até antes, quando a criança se sente ameaçada pela chegada de um novo membro na família”, explica Doralice.
Fim do pesadelo 
A insegurança e a autoestima negativa são características do ciumento em excesso. O parceiro que sofre com ciúmes do outro pode ser fundamental para amenizar o sentimento esclarecendo o problema, apontando as qualidades da pessoa que a tornaram cativante e cultivando a segurança do casal. Quando as tentativas para amenizar o problema entre os dois não derem certo é preciso tentar enxergar a situação longe do banal e procurar ajuda para conseguir mudanças com terapias. 

Segundo Doralice, para que os momentos desgostosos sumam do relacionamento amoroso uma alternartiva é a terapia de casal. “Um psicólogo pode fazer uma avaliação subjetiva da pessoa para encontrar maneiras de tratamento e colocar um ponto final ao drama. O terapeuta ajuda os pacientes a se conhecerem melhor”, explica. O parceiro ou parceira também pode ajudar neste caso. Entendendo que é uma peça do processo, ele pode perceber quais atitudes aumentam a ciúme do outro e auxiliar na hora de amenizar e até evitar os gatilhos que culminam na crise de ciúmes do parceiro.  

Exercícios físicos ajudam a combater a baixa autoestima

Prática de atividades diminui o impacto da ansiedade e da falta de confiança

Praticar exercícios físicos com regularidade faz bem à saúde. A máxima, recomendada por especialistas de diversas áreas médicas, se aplica também à mente: movimentar o corpo também aumenta a autoestima. As atividades físicas são um recurso importante para manter o equilibrio emocional. De acordo com o psiquiatra Maurício Lima, os efeitos psicológicos são grandes. Alivia o estresse, melhora a memória, diminui a insegurança e a ansiedade. “Praticar exercícios, por si só, é excelente para a saúde do organismo, mas os ganhos de quem deixa o sedentarismo são maiores ainda e geram impactos não só na estética e no bem-estar físico. O sistema nervoso também lucra”. 
Exercícios físicos ajudam a combater a baixa autoestima - Foto: Getty Images
Exercícios físicos ajudam a combater a baixa autoestima
Segundo o especialista, trata-se de um efeito dominó. A saúde melhora e os benefícios se expandem para o restante do corpo. Ao praticar exercícios físicos o fluxo de sangue no cérebro melhora, os níveis de substâncias que aumentam a sensação de bem-estar cresce, a capacidade de lidar com problemas como, por exemplo, a insônia, fica maior. “Recuperar a autoestima fica mais fácil. O indivíduo pode extrair uma série de ganhos pessoais e aumentar a qualidade de vida”, explica. 
Entenda a relação 
Além de fatores químicos do cérebro, como o aumento dos níveis de serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar) e a melhora do fluxo sanguíneo, se exercitar pode ajudar a resolver e até mesmo eliminar vilões que jogam a autoestima para baixo. A perda de peso, a ansiedade, a falta de segurança, a dificuldade de lidar com as relações pessoais, depressão e a sensação de deslocamento, principais vilões da baixa autoestima, são contidos. 
Exercícios físicos e a longevidade
“Com a prática de exercícos uma pessoa resolve problemas emocionais distintos. A dificuldade de se relacionar com outras pessoas, por exemplo, pode ser combatida com atividades em equipe. A falta de confiança em si mesmo diminui com exercícios que exigem desafios. Os problemas de autoimagem e estéticos, como se sentir preterido por estar acima do peso, podem diluir com o gasto de calorias”, exemplifica Maurício. 

Idosos que começam a perder a coordenação motora e dependentes químicos também se beneficiam na manutenção do bem-estar psíquico. Para manter o corpo bem condicionado e a mente mais saudável e esperta, os exercícios aeróbicos (andar de bicicleta, correr, nadar, caminhar e dançar) são os mais recomendados.
A prática e o surgimento de efeitos na autoestima, ressalta Maurício, depende da regularidade. É por isso que manter a disciplina é fundamental para que as mudanças de fato aconteçam. No mínimo, os exercícios devem ser feitos três vezes por semana. A escolha do exercício a ser seguido deve partir do gosto pessoal para que a atividade seja prazerosa.

Prestar atenção a detalhes também é necessário. Algumas atividades, quando praticadas com grande intensidade, podem gerar lesões em pessoas com pré-disposição a determinadas doenças, como no caso dos cardíacos. O acompanhamento de um profissional especializado para conduzir treinos é aconselhado, assim como não ignorar um fator determinante, como a aptidão física para fazer exercícios específicos. 

Superar a timidez ajuda a aumentar a autoestima

Racionalidade garante mais autonomia para quem vive sob a sombra do medo

timidez é um sentimento inato do ser humano. Da infância à vida adulta – e até mesmo na terceira idade – ela não escolhe o momento de aparecer. Seja numa festinha de aniversário, em um palco diante de uma plateia, ou na abordagem de uma paquera, ela surge de forma avassaladora e paralisante. Sua definição consiste em um medo e um receio exagerado a se expor e, consequentemente, receber algum tipo de julgamento. “Quem sofre de timidez, seja ela introspectiva ou a do tipo que até se expõem para dissimular a real sensação de medo, tem uma tendência grande de supervalorizar pequenos deslizes. Os tímidos têm a necessidade de passar uma imagem positiva de si o tempo todo”, explica a psicóloga Renata Plácido, de São Paulo. 
Excesso de acne pode atrapalhar a autoestima e provocar depressão - Foto: Getty Images
Excesso de acne pode atrapalhar a autoestima e provocar depressão
De acordo com a profissional, a inibição em fazer algo considerado corriqueiro, como se relacionar, paquerar e expressar o que sente está ligada ao sentimento de competência. “A percepção negativa do que acreditamos ser, ou seja, a nossa autoimagem, pode distorcer a realidade. A consequencia disso é a retração dos sentimentos e das atitudes”, explica a profissional. 

Entenda a ligação entre timidez eautoestima 
Um tímido supervaloriza os riscos – reais ou imaginários. Toda situação nova é assustadora. A preocupação em passar uma boa imagem suprime a velha máxima de que “errar é humano”, explica Renata. “O grau de exigência dos tímidos é alto e por isso eles apresentam dificuldades para fazer atividades simples. Há um medo excessivo em parecer ridículo ou ser ridicularizado. Esta é uma relação, em boa parte, relacionada ao auto-questionamento da sua competência”, diz.  
Superar a timidez ajuda a aumentar a autoestima - Foto: Getty Images
Superar a timidez ajuda a aumentar a autoestima
A necessidade de se sentir querido e amado é desenvolvida ainda nos primeiros anos de vida, assim como os sentimentos de segurança e autoconfiança. Segundo a psicóloga, este conjunto de sentimentos são base para o desenvolvimento daautoestima. Se ela está em equilibrio, a facilidade de conquistar e receber afeto, de perdoar, de ter um entendimento das frustrações é maior. “Ter consciência de suas limitações e fragilidades é um grande passo para o autoconhecimento. Quem tem baixa autoestima, como os tímidos em grande maioria, não lida naturalmente com rejeição e frustrações. Basicamente eles encaram como algo pessoal e não como uma situação que deve ser relevada”, explica Renata. 

A timidez impulsiona o desconforto e consequentemente detona a autoestima. A preocupação com a avaliação das pessoas, a falta de coragem para assumir riscos e até mesmo os próprios desejos faz com que os tímidos intrerpretem situações de formas equivocadas e ameaçadoras. “Eles perdem a autonomia e não raro precisam ser amparados por algo ou alguém para se sentirem seguros”, afirma. 
Combata o medo 
De acordo com a psicóloga Renata Plácido, deixar de ser um tímido instantâneamente é praticamente impossível. O primeiro passo é encarar pequenos desafios de exposição. 

Se impor, sustentar opiniões, agir com autonomia e menos dependência e, principalmente, não deixar de fazer algo por medo. “Há tímidos expansivos aos montes. O fundamental é não perder oportunidades, sejam elas de trabalho, nas relações pessoais e no convívio com amigos. A ideia é tentar agir com mais confiança e sem cobranças injustificadas”, finaliza. 

Entenda por que a autoestima interfere tanto na sua vida

Saiba os motivos que tornam o amor próprio uma ferramenta de sobrevivência

Gostar de si mesmo, acreditar no seu potencial e confiar na sua capacidade e se respeitar são elementos básicos da definição de autoestima. Pela lista é possível ter uma pequena noção da importância dela. No entanto, seu poder é ainda maior. Acredite: a autoestima é um dos principais recursos do ser humano para viver bem. Basicamente, ela determina a maneira como as pessoas se relacionam com o mundo, encaram os desafios da rotina diária e se protegem ou se expõem em situações que exigem controle emocional. 

De acordo com a psicóloga Doralice Lima, a autoestima desempenha um papel fundamental na convivência familiar, no trabalho, no grupo de amigos e em equipes. “O movimento do mundo acontece porque pessoas que acreditam nelas mesmas compartilham ideias. Esses indivíduos têm autoconfiança, um fator que pode atrair e entusiasmar a sociedade e promover mudanças”, explica. 
Entenda por que a autoestima interfere tanto na sua vida - Foto: Getty Images
Entenda por que a autoestima interfere tanto na sua vida
Como desenvolver a autoestima 
A boa notícia é que a autoestima pode ser desenvolvida e aperfeiçoada ao longo da vida. Naturalmente, seu grau pode ser ainda mais elevado se for estimulada desde cedo, ainda na infância. Porém, o fator não é determinante, segundo Doralice. “Para ter e manter a autoestima em alta não basta olhar só para si. A visão do que está em volta da sua realidade, ou seja, da sociedade, é muito importante. Se a visão é negativa e pessimista, certamente a impressão que você terá de si mesmo será ruim. E o ser humano tem capacidade para incorporar esta visão ao longo do tempo”, diz a profissional. 

Da mesma forma que a autoestima pode ser adquirida aos poucos, a longo prazo, é importante ressaltar que ela é variável e nem sempre anda em compasso. Segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos, conduzidas pela Universidade de Dakota do Norte, ela se alterna em elevada e baixa, dependendo de um contexto ou situação.
Entenda por que a autoestima interfere tanto na sua vida - Foto: Getty Images
Entenda por que a autoestima interfere tanto na sua vida
Uma pessoa bem sucedida e resolvida na profissão, por exemplo, pode ter uma vida pessoal caótica por causa de insegurança.

O levamento norte-americano indica que por causa desta variação, aumentar a autoestima é um processo que precisa ser canalizado de forma coerente. Se o problema está no trabalho, o ser humano deve canalizar o aumento da autoestima para situações daquela realidade e não para a estética, por exemplo. 

Melhorar a autoestima requer um mergulho profundo dentro de si mesmo. De acordo com especialistas, fazer uma avaliação do próprio comportamento e convicções, questioná-los e descartar aquilo que não traz harmonia para a vida é o primeiro passo para aumentá-la.
Segundo Doralice, a tarefa não é das mais difíceis, mas exige um trabalho contínuo para modificar e romper padrões comportamentais que, às vezes, foram usados por quase uma vida inteira. “Celebrar as conquistas, fazer exercícios, manter o foco nos aspectos positivos da vida e examinar o passado e perceber os erros e acertos são formas de aumentar a autoestima e dar mais sentido à existência”, aponta. 

Livros sobre tema não faltam, relembra a psicóloga. De acordo com a profissional, até uma simples leitura nos manuais de autoajuda são positivos, pois sinaliza que o indivíduo está tentando, de alguma forma, ser mais feliz consigo mesmo. 

Apego a bens materiais sinaliza autoestima em baixa

Crianças e adolescentes são mais vulneráveis ao mal

Ter uma vida confortável e sem preocupações financeiras é um desejo quase universal. No entanto, a vontade exacerbada em ter roupas de grife, equipamentos eletrônicos de última geração, produtos e serviços caros e luxuosos não segue a mesma lógica e podem sinalizar um problema: autoestima em baixa. O mal da sociedade moderna, em que o status é valorizado pelo consumo e exclusividade, atinge principalmente crianças e adolescentes, segundo estudo feito nos Estados Unidos. 

De acordo com os estudiosos, a autoestima é um fator essencial no apego aos bens materiais. Crianças e jovens com baixa autoestima valorizam suas posses muito mais que as crianças confiantes. “Possuir coisas é um amuleto no reforço da autoestima. Os bens materiais ajudam a neutralizar a ansiedade e asinseguranças que sofremos em diferentes graus no dia a dia. Quanto mais temos, desencadeamos nas pessoas sentimentos que misturam admiração e inveja. E este é o componente principal do narcisismo”, explica o psicólogo e psicanalista Claudio Vital. 
Apego a bens materiais sinaliza autoestima em baixa - Foto: Getty Images
Apego a bens materiais sinaliza autoestima em baixa
Valores invertidos 
O estudo aponta que o apego a bens materiais, como ursinhos de pelúcia, dinheiro e artigos esportivos, é mais valorizado que estar com os amigos, ter sucesso nos esportes ou ajudar o próximo, entre as faixas de 8 a 9 anos e 12 e 13 anos, mas cai a apartir dos 14 anos, quando os motivos para a diminuição da autoestima estão mais relacionados ao período de transformações do corpo e valorização social entre amigos. “Um indivíduo que consegue ter sucesso passa a ser visto como alguém com capacidade superior e por isso ganha o respeito do grupo. Assim, os bens se tornaram a base para a aprovação e para a autoestima”, analisa Claudio Vital. 

De acordo com o profissional, este comportamento explica o motivo para que tantas pessoas busquem desesperadamente mostrar sinais de riqueza aos outros, ainda que não possuam recursos. Segundo o médico, o comportamento demonstra pouco desenvolvimento pessoal e imaturidade.  
Prevenção contra o narcisismo 
Especialistas são unânimes em eleger o consumismo como um dos grandes vilões da vida moderna. Além de instabilidade financeira, o mal pode interferir na saúde psíquica das pessoas, levando os indivíduos a um quadro depressivo. De acordo com Claudio Vital, os cuidados para evitar o dano devem começar ainda na infância. Ensinar as crianças que não podem ter tudo evita que elas venham a se tornar adultos narcisistas. 

Segundo o psicanalista, é comum ceder aos caprichos dos filhos e confundir a atitude com amor. No entanto, ele alerta que as crianças, na verdade, pedem atenção e reconhecimento dos pais, ou seja, algo que pode ser dado de forma natural e que não gera gastos. Orientar e demonstrar carinho ajuda a desenvolver a autoconfiança e consequentemente aumenta a autoestima, segundo o profissional. A manutenção do narcisismo das crianças vai refletir na vida adulta. “Educar é a melhor jeito de não formar um adulto arrogante, com ego inflado”, finaliza Claudio. 

Depressão

 visão geral

O que é Depressão?

A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixaautoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.
 SÉRIE DEPRESSÃO

O que é depressão? – SAIBA MAIS

Causas

A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.
Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que oestresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

 sintomas

Sintomas de Depressão

São sintomas de depressão:
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Depressão

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.
Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão.
A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.

Medicamentos para Depressão

Os medicamentos mais usados para o tratamento de depressão são:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 fontes e referências

  • Ministério da Saúde

Saiba como recuperar e aumentar a autoestima de forma natural

Exercícios, acupuntura e fototerapia podem ajudar a reconquistar o bem-estar

Você já parou para pensar qual foi a última vez que você reservou um tempo para se cuidar e tirar um dia inteiro para chamar de seu? Este dia já existiu ou ainda é um sonho distante? Atropelados pelos afazeres do cotidiano, muitos acabam esquecendo do próprio bem-estar. Esquecemos que somos bonitos, que temos dons, amigos ótimos e mergulhamos em um mundo de pessimismo. E se não damos valor ao que é bom, o caminho para ficar deprimido é curto. 

De acordo com o psiquiatra Maurício Lima, a depressão deve ser tratada. Há casos que só medicamentos têm o poder de tirar um paciente de um quadro clínico em estágio avançado, segundo o profissional. “Porém, quase na mesma proporção dos pró-remédios, existe uma grande parcela da população que busca ajuda em outras formas de recuperar o bem-estar emocional e, consequentemente, o amor próprio e a autoestima“, pondera o psiquiatra.  
Depressão: confira dicas que ajudam a combater a doença
A auto-observação, um exercício mental bastante dificil no começo, pois exige que se preste atenção e veja o tempo todo a forma de pensar e sentir, como se estivéssemos fora do corpo, assistindo a nós mesmos em um programa de TV é uma delas. Assim, é possível notar o que fazemos inconscientemente para nos auto-sabotar e quais as razões que nos levam a isso, até então imperceptíveis. 

Atitudes consideradas naturais, como praticar exercícios, seja ao livre ou numa academia, também são recomendadas. “As atividades físicas liberam endorfina, que faz bem para o cérebro e causa sensação de bem-estar”, diz o profissional.

Praticar a meditação, outra ótima aliada do bem-estar, ajuda a promover mudanças na maneira de pensar pois diminui a ansiedade. Aos que ficam tristes em dias sem sol, há a fototerapia como alternativa. O paciente é colocado com os olhos perto de uma lâmpada fluorescente de pelo menos 2,5 mil lux (unidade de medida de luz), em sessões de 30 minutos. Nesse caso, é importante que o aparelho não emita raios ultravioleta.
Se submeter a técnicas como acupuntura também é válido. Os efeitos de alívio surgem entre 5 e 15 aplicações, diz o especialista, que também recomenda a técnica aos pacientes. Segundo o psiquiatra, existem vários métodos para recuperar o amor próprio. “O desespero em ficar bem logo, de uma hora para outra, não ajuda. A busca quase obsessiva por medicamentos ansiolíticos e antidepressivos também não. Eles são prescritos e ajudam a tratar doenças graves, como depressão e crises de ansiedade, mas não são uma fórmula mágica para a vida inteira”, afirma o médico. Entender seu próprio comportamento e não se mutilar com julgamentos ou avaliações severas são passos importantes para manter o equilíbrio e jamais precisar recorrer às fórmulas químicas ou qualquer outro método.

Acabe com sete desculpas para não treinar

Saiba como clima ruim, falta de tempo ou idade não impedem os exercícios

Assim como aderir a uma dieta, começar a praticar exercícios físicos com seriedade pode ser um desafio. Não faltam motivos para, logo no começo, pular um dia de exercícios. Pode parecer sem importância, mas quebrar a sequência dos treinos pode levar você a desistir. “Ficar muito tempo longe da malhação pode desanimar mais ainda, trazer prejuízos à saúde e, consequentemente, diminuir a qualidade de vida”, diz a personal trainer Paula Loiola. Veja as desculpas mais utilizadas para faltar no treino e encontre soluções para cada uma delas. 
Essa desculpa é comum, principalmente, para quem pratica atividades físicas em locais abertos. Ficar esperando o tempo melhorar pode fazer você perder a sequência do treino, prejudicando as suas metas. “Mudar o horário do treino pode ser uma boa opção para aqueles que treinam bem cedo ou à noite. Nesses horários, a temperatura tende a ser mais extrema”, diz a personal treiner Paula Loiola, da Unifesp. Nas épocas do ano em que a temperatura é mais elevada, a mudança de horário também é indicada. Mas o período que deve ser evitado é das 10 às 16 horas , já que o sol é mais forte nesse horário. 

Falta de tempo

Falta de tempo - Foto Getty Images
De acordo com a Associação Americana do Coração (AHA) e o Colégio Americano de Ciências do Esporte (ACSM), não é preciso separar muito tempo para os exercícios o importante é manter um programa de treinos diários. “Estudos comprovam que 30 minutos de atividade física por dia já traz benefícios para a saúde. Por isso, converse com o seu professor para montar um treino menos extenso”, diz a personal trainer Paula. 

Dores musculares

Dor muscular - Foto Getty Images
Quando um exercício novo é colocado na planilha de treino, ou até mesmo quando a carga é aumentada, é comum sentir dores musculares. “Essa dor é decorrente de microlesões musculares que podem ocorrer após exercícios de contração ou alongamento intenso. Quando a pessoa está com esse dor, ela deve descansar o músculo por, aproximadamente, um dia”, explica Paula Loiola. Mas isso não quer dizer que não se deve treinar. ?Basta treinar outro grupo muscular até que a dor passe?, diz. 

Não tenho companhia

Treinar sozinho - Foto Getty Images
Muitas pessoas dizem que não praticam exercícios físicos porque não têm companhia de conhecidos durante o treino. Mas, segundo a personal trainer Paula Loiola, mesmo que você não tenha conhecidos que gostem de praticar atividades físicas, treinar com frequência pode melhorar o seu convívio social e ajuda a fazer novos amigos. 

No entanto, pessoas que praticam exercícios em grupo não devem depender de seus amigos, já que cada um tem um grau de comprometimento. “?O mais importante é encontrar alguma atividade física que dê prazer. Sendo ela feita sozinha ou não, fica mais difícil desistir”, orienta a personal. 

Não gosto de academia

Não gostar de academia - Foto Getty Images
A academia não é o único lugar onde é possível fazer atividades físicas. De acordo com a personal Paula Loiola, quem não gosta do ambiente da academia pode apelar para parques ou outras áreas onde seja possível encontrar mais praticante. “É fácil encontrar grupos de exercícios em ambientes abertos”, conta. 

Nesses grupos, é possível até encontrar orientação sobre atividades que reúnam três modalidades essenciais do treino: exercícios aeróbicos, exercícios de fortalecimento muscular e alongamento. 

Amanhã faço em dobro

Fazer tudo em um dia só -  Foto Getty Images
Outro desculpa bastante comum é sempre deixar para o treino para o dia seguinte. Além de desmotivar, deixar todo o treinamento para um só dia sobrecarrega os músculos, o que pode levar a lesões. “O treino rende mais quando é feito com periodicidade. Deixar o exercício acumular só prejudica o treino”, diz a especialista.  

Já passei da idade

Idoso- Foto Getty Images
“De jeito nenhum a idade pode ser usada como desculpa. Hoje, podemos encontrar com facilidade pessoas com mais de 80 anos fazendo atividades físicas semanalmente e mantendo uma excelente qualidade de vida”, diz a personal treiner Paula Loiola. O único cuidado que deve ser tomado é o de sempre ter um profissional credenciado para fazer as orientações sobre os tipos mais indicados de exercícios. 

    Faça hoje sete mudanças que melhoram a saúde pela vida toda

    Cuidar da saúde durante a correria do dia-a-dia não é lá uma das tarefas mais simples. Visitas ao médico, exames, vacinas e cuidados especiais, muita vezes, acabam deixados de lado. É ai que o corpo começa a reclamar, e os problemas passam a surgir acompanhados de dores e cansaço excessivo. Claro que os cuidados essenciais não podem ser deixados de lado. Mas pequenas atitudes preservam a saúde, evitando diversos males. Confira a lista que o MinhaVida preparou para você experimentar um gostinho a mais de jovialidade e disposição.
    Comece a usar protetor solar
    Muitas pessoas ainda insistem em sair de casa sem o produto responsável por deixar o câncer de pele bem longe e ainda colaborar com a beleza da derme, evitando o envelhecimento precoce. “O protetor é um produto básico e essencial no dia-a-dia de todas as pessoas que se preocupam com a saúde e com a beleza da pele”, diz a dermatologista e especialista do site, Bruna Bravo.
    Crie um site como este com o WordPress.com
    Comece agora