Em busca da leitura perdida

Leitura de pequeno (leia-se: uns 7 ou 8 anos), adquiri um enorme gosto pela leitura. A vida de pouca correria me fez com que tivesse tempo suficiente para que pudesse ler mais e mais. Era fato eu ler em média uns 10 livros por mês. Com 11 anos, comecei a trabalhar como estagiário numa biblioteca, com um objetivo bem interessante: não ficar limitado ao empréstimo de apenas 3 livros.

De lá para cá, muita coisa aconteceu… Prestes a completar 28 anos, resolvi fazer uma análise de minha própria vida. E uma das que me deixou muito triste foi que percebi o quanto parei de ler. Apesar de ter um acervo considerável de livros, percebi que alguns deles foram apenas folheados e que não os havia realmente lido. Contabilizei facilmente uns 60 livros (ou mais) que estão na minha estante. Talvez esse pensamento tenha sido agravado pelo fato de que como irei me mudar para um apartamento menor, comecei a perceber o quanto o espaço que isso está ocupando hoje será complexo.

Após uma longa análise sobre todos os fatores, reparei que sempre que eu me empolgava para ler algo, havia alguns outros fatores que “pesavam” contra. Um dos principais era ter que andar (às vezes) com um livro que facilmente tinha 700 páginas, e logo não era leve. Acrescente a isso o fato de que para ler, eu necessitava de luz. E para piorar, devido ao peso e seu formato, eu precisava de 2 mãos para segurar o livro.

Tentei durante um tempo utilizar meu tablet para ler, porém minha vista ficava extremamente cansada. A forma de incidência de luz para a vista fazia com que eu conseguisse ler muito pouco. Isso sem falar nas milhões de distrações que havia, como facebook, jogos, twitter, dentre outros…

Há poucos meses, surgiu na minha cabeça uma coisa que eu comecei a analisar: a possibilidade de comprar um Kindle. Comecei a estudar ele e se valeria a pena. Perguntei a algumas pessoas e fui ver o famoso “custo x benefício”. Pensei, pensei e pensei. Acabei resolvendo me dar um de presente de aniversário.

Sábado passado ele chegou, mas só comecei a utilizá-lo realmente na segunda. Alguém havia comentado sobre o Kindle comigo de uma forma que tive que rir: “O Kindle é um item mágico de ‘Ler Livros Por Semana +3′”, referindo-se a “habilidade” que ele te dá de ler facilmente 3 livros por semana. Achei que isso fosse um pouco de exagero talvez, mas mesmo assim resolvi ver qual era.
Resumo da ópera: sendo hoje domingo, no fim do dia fará exatos 7 dias que estou com o Kindle. Até agora, 3 livros já foram lidos e já estou em 17% do quarto. A saber, estou lendo a saga do Harry Potter. Talvez alguns aleguem que seja pelo fato de ser Harry Potter. Mas acredito que não. Eu, por exemplo, adoro Assassin’s Creed, e apesar de todos os livros, nunca consegui “motivação” para lê-los dentro do trem/metrô.

O Kindle é leve (213g), pequeno (169 mm x 117 mm x 9,1 mm), mas extremamente prático. A bateria dura consideravelmente e até agora ainda não dei uma carga nele (estou esperando a bateria acabar toda para fazer um ciclo de carga completo). Possui 4gb (as versões novas), o que dá para colocar uns 3.000 livros facilmente! (Sim, os arquivos dos livros são pequenos, alguns não chegando nem a 1mb!) Ou seja: estou colocando meus livros e lendo eles de forma que vai me dando vontade.

Já estão na lista “As Crônicas de Gelo e de Fogo“, “A Saga do Rei Dragão” (este praticamente desconhecido no Brasil, mas que gosto muito), os livros do Cornwell (“As Crônicas Saxônicas“, “As Aventuras de Sharpe“, “As Crônicas de Arthur“, “A Busca do Graal“), “As Brumas de Avalon“, os livros do Assassin’s Creed, “O Senhor dos Anéis“, “Paraíso Perdido“, “A Divina Comédia“, dentre outros.

Estive também buscando uma “rede social” social para gerenciar minhas leituras de forma prática. Depois de alguns testes que fiz, acabei aderindo ao Skoob – O que você anda lendo? para tal função. Achei ele bem prático e simples de fazer as funções que eu buscava, como colocar os livros na minha “fila de leitura” e também as estatísticas das minhas leituras. Inclusive, uma coisa que foi um dos fatores decisivos foi o fato de um app para Android leve e que não ocupa muito espaço. E o melhor: ver que o Skoob está sempre ouvindo seus usuários, melhorando a ferramenta com as ideias dadas e o mais importante: sempre incentivando a leitura!

E fica a dica para quem quer experimentar: a Amazon está com uma promoção pelo dia dos namorados, e está dando R$ 80 de desconto no Kindle. Ele está saindo por R$ 399,00 em até 12x sem juros. E detalhe: você tem 30 dias para experimentar. Se não gostar eles devolvem o dinheiro (e você devolve o Kindle! :P)

Então para os meus amigos que gostam de leitura, fica aí a dica :p
Texto feito por Cussa Mitre (Usuário do Skoob).

Cussa postou esse texto na fan page do Skoob relembrando a sua infância e até mesmo desabafando um pouco sobre a sua dificuldade como leitor. E como o espaço do Skoob também é feito por nossos usuários, o texto do Cussa foi inserido em nosso blog. E este será o primeiro de muitos outros que darão voz aos Skoobers!  Fiquem ligados em “Palavras de um leitor”.
 😉

Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças

Forte abalo emocional pode fazer imunidade do corpo baixar

Ressentimentos e mágoas profundas estão relacionados, também, ao bem-estar físico. Não é por acaso que boa parte das doenças está ligada ao acúmulo de cobranças internas, inseguranças, intransigência, egoísmo, individualismo e tantos outros sentimentos negativos. Esta é a teoria da psicóloga americana Louise Hay, autora do best seller Você Pode Curar Sua Vida, que acredita que 100% das doenças do corpo e da mente são provocadas pelo próprio indivíduo. De acordo com a autora do livro, o perdão tem um importante papel na busca por uma vida saudável e, consequentemente, feliz. 

Segundo Louise, os ressentimento, as críticas e, principalmente, a falta de amor próprio são os causadores de enfermidades. 
Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças - Getty Images
Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças
Para ela, o corpo funciona apenas como um refletor dos pensamentos e sentimentos, ou seja, por trás de uma doença existe uma crença incorreta. Pensamentos como “nada dá certo para mim”, “não sou bom o bastante”, “sou culpado e não mereço ser feliz” são uma espécie de causa oculta das doenças. De acordo com o psiquiatra Maurício Lima, a tese da autora se comprova em muitos casos, no entanto, outros fatores devem ser considerados para o surgimento de doenças. 

“É extremamente comum a imunidade do corpo baixar quando ocorre um abalo emocional muito grande. Amidalite egastrite, por exemplo, atacam com grande incidência pessoas fragilizadas emocionalmente. Mas é prudente reconhecer que fatores genéticos e comportamentais, como tabagismo, sedentarismo, alcoolismo, entre outros, podem desencadear doenças também. A mente, assim como estes exemplos, ajuda, mas não determina”, opina o profissional. 
Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças - Getty Images
Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças
Mente e corpo 
Conduzir a vida por padrões mentais negativos podem aumentar a probabilidade do surgimento de doenças e sentimentos nocivos. “A falta de perdão age como um veneno em nosso organismo. Liberado em pouca quantidade, mas constantentemente, as ‘sujeiras’ passam a criar raizes por todo o nosso corpo”, afirma a psicóloga Martha Daúd. 

No livro de Louise é reforçada a tese de que no processo entre um ressentimento não resolvido a uma enfermidade sinalizada pelo corpo está a criação mental de uma realidade que se materializa de forma concreta, ou seja, colocamos desculpas mais aceitáveis pela sociedade, como medo da violência, falta de dinheiro, entre outros, para justificar o aparecimento de problemas relacionados à saúde ou até mesmo para explicar a falta de felicidade. 
Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças - Getty Images
Pedir perdão pode elevar a autoestima e evitar doenças
De acordo com a autora, resgatar aautoestima e adotar pensamentos positivos e otimistas são medidas essenciais para conquistar a felicidade. Desta forma, o indivíduo cria condições para que seu organismo reaja de forma mais rápida e favorável a tratamentos.
Doenças provocadas por ressentimento
 
Louise elaborou uma lista de doenças que podem surgir devido ao pensamento negativo, ressentimentos, inseguranças e falta de perdão. Algumas enfermidades e motivos que culminam no surgimento de males citados pela autora são fáceis de serem percebidos. 

No entanto, há muitos exemplos em que a ajuda de terapeutas e psicólogos é necessária, dado a profundidade de sentimentos. Ao livrar-se de mágoas, garante a profissional, a vida passa a ser mais feliz, o que inevitavelmente eleva aautoestima e o bem-estar. 
Veja alguns exemplos de doenças e os motivos para que elas apareçam, segundo a psicóloga: 

Artrite: Pode atingir pessoas muito críticas, perfeccionistas, insistentes e que estão se sentindo sem amor e sem apoio. Persistir em algo muito complicado, sem ajuda de ninguém, pode trazer sérios problemas com os ossos. 
Asma: O excesso de atividades, complexo de culpa, amor sufocante e choro reprimido podem provocar a incapacidade de respirar. 
Câncer e cistos: Mágoa profunda, raiva, ressentimentos e segredos não compartilhados podem gerar os males.
Compulsão alimentar: Culpa e medo de receber críticas podem culminar no mal. 
Coluna: Dores na região podem apontar excesso de auto-suficiência e dificuldade de pedir ajuda. 
Diabetes: Tristeza, amargura e necessidade de manter tudo e todos sob controle podem desencadear a doença. 
Fígado: Doenças no órgão costuma atingir pessoa que acumulam o sentimento de raiva dentro de si.  

Saiba quando ajuda médica é necessária para recuperar a autoestima

Problemas de convivência e falta de amigos são sinais de que algo não vai bem

Há dias que você se olha no espelho e não se acha legal. Seja pelo peso, rugas, olheiras, cansaço ou mil outros fatores. Parece que está faltando algo. São em momentos assim que a <mv style="box-sizing: border-box;" texto="autoestima“>autoestima costuma estar baixa ou mesmo ausente do seu cotidiano. Mas até que ponto isso é normal? Ter momentos de insegurança com o corpo ou com suas capacidades é normal, mas, se esses medos se tornarem frequentes, algo está errado. E é necessário descobrir o que é. 

Identifique o mal 
De acordo com o psiquiatra Maurício Lima, para saber se a autoestima anda em baixa ou ausente, é preciso analisar alguns pilares como: autoaceitação (ou seja, gostar de si), autoconfiança (ter tranquilidade sobre seu desempenho e capacidade), competência social (fazer contatos e ter jogo de cintura para conviver com outros) e rede social (na qual se incluem a família e os amigos).
Dicas para combater a depressão
De acordo com o especialista, os que não se sentem preparados para enfrentar os desafios da vida, não acreditam nos seus potenciais não estão com a autoestima que deveriam. A falta de confiança atinge também as crianças antes mesmo dos cinco anos. Nos casos infantis, diz Lima, a ausência de referências transmitidas pelos pais faz com que os menores passem a se nortear pelos outros. 

Sintomas que servem de alerta 
Não é difícil identificar alguém passando pelo problema de falta de autoestima. A pessoa se desvaloriza, seja em público ou não, não se sente merecedora de amor e respeito dos outros e não tem noção de si mesma. “Quem valoriza seus defeitos e desvaloriza suas qualidades, fazendo uma má propaganda de si, passa pelo problema. Outros fatores visíveis são não aceitar bem elogios, se fazer de vítima, tentar encontrar um culpado para tudo e um grande medo de expor ideias, com receio do ridículo e da desaprovação alheia”, diz Lima. 
Saiba quando ajuda médica é necessária para recuperar a autoestima - Foto: Getty Images
Saiba quando ajuda médica é necessária para recuperar a autoestima
Vire o jogo 
Se as forças para praticar suas atividades vão embora e você se isola, acaba desistindo de seus compromissos por não se sentir disposto ou confiante para cumpri-los, pode ser o caso de depressão, ou mesmo de estresse. Só procurando um profissional para saber o que é. 

De acordo com o psiquiatra, é necessário também uma autoavalição para pensar um pouquinho no tipo de vida que se está levando. “Caso a pessoa tenha chegado ao ponto de ficar dias com a mesma roupa, sem tomar banho, conversar com um profissional pode ajudar”.  
Segundo Lima, o recomendável é traçar objetivos que não deixem a peteca cair. Focar na carreira, em um projeto, na família, por exemplo, faz você ter metas a longo prazo que podem lhe dar forças para aqueles dias em que acordar “para baixo”. 

Mentalizar os pontos positivos de sua vida ajuda a caminhar na alegria e na dificuldade. Comece se conhecendo e respeitando, vendo quem você é de verdade.  

Autoestima deve ser desenvolvida durante a infância

Estímulos, elogios, críticas e dúvidas devem permear o universo infantil

Educar e formar uma criança são tarefas desafiadoras. Pais de primeira viagem ou casais que já passaram pela experiência de ter o primeiro filho são diariamente testados. Não basta cuidar do básico, como alimentar, trocar fraldas, ensinar os primeiros passos e palavras. É necessário mais. Entre o manancial de cuidados há os que exigem mais resiliência, como fazer com que o filho conquiste autoestima. Aparentemente a missão nem é tão cabulosa. Mas fazer com que criança seja confiante para assumir riscos e desenvolva segurança para acreditar na própria capacidade, sabendo aceitar o fracasso, exige muito dos pais. “É no decorrer dos anos que as crianças aprendem as habilidades requisitadas pela nossa sociedade”, explica a psicóloga Renata Ayub.
Autoestima deve ser desenvolvida durante a infância - Foto: Getty Images
Autoestima deve ser desenvolvida durante a infância
De acordo com a profissional, se umacriança não é estimulada a desenvolver habilidades como estas, elas podem crescer com uma visão distorcida de suas capacidades. “No futuro, provavelmente, ela terá muita dificuldade para aceitar as frustrações, além de acreditar que não é boa o suficiente”, explica. 

Contrução da autoestima infantil 
Uma criança precisa de elogios para desenvolver a autoestima. No entanto, muitos pais pecam ao restringir a somente este detalhe. “Dedicação para entender o filho ainda é a melhor forma de fazer com que ele cresça de forma saudável”, diz Renata. Segundo a profissional, ouvir a criança e procurar entender suas necessidades é recomendável. Porém, o alerta sobre a linha tênue entre compreensão e falta de limites não tarda a aparecer. Os pais precisam (e devem) impor limites aos filhos
Autoestima deve ser desenvolvida durante a infância - Foto: Getty Images
Autoestima deve ser desenvolvida durante a infância
A forma mais adequada de executar a tarefa é evitar as críticas em excesso e prezar pela explicação lógica. “Críticas severas podem deixar sequelas e traumasprofundos, afinal, as primeiras noções de autoestima das crianças são os olhares que os pais têm sob elas”, alerta a terapeuta. 

O excesso de cuidados pode ser devastador na vida adulta. Crianças devem aprender desde cedo a lidar com frustrações. Caso pulem esta etapa, as chances de perpetuar a fragilidade diante de dificuldades é enorme. “É extremamente difícil para um pai ver o filho em uma situação de desconforto. Ao mesmo tempo, é igualmente arriscado poupá-los das dificuldades”, pondera a profissional. “A reação dos pais diante de determinadas situações vão refletir na forma como ela agirá na vida adulta. Se a criança é superprotegida, jamais acumulará vivências e terá pouco repertório para saber se posicionar”.
Evite os traumas 
Deixar os filhos cometerem erros pode ser saudável. Antecipar uma escolha da criança limita suas opções e ela certamente não saberá lidar com frustrações, pois sempre teve respaldo dos pais nas situações em que ela deveria agir e pensar por si mesma. Estimular a coragem, evitar comparações com outras crianças e elogiar é sempre recomendado. Assim como manter um diálogo aberto, dar atenção aos seus dilemas (por mais corriqueiros que eles pareçam) também favorecem o desenvolvimento da autoestima infantil. 

Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade

Insegurança e pensamentos negativos também podem agravar o problema

ansiedade é um mal que acompanha gerações há anos. A sensação de desconforto não chega a ser classificada como uma doença, mas sim como um sintoma preocupante que pode culminar em uma série de inconvenientes relacionados à saude e à vida pessoal. O mal estar é provacado, basicamente, pelainsegurança em relação a situações que só vão acontecer no futuro. “Pessoas ansiosas vivem em alerta e sofrem por algo que pode ou não acontecer”, define o psicólogo Thiago Sampaio. 

Intimamente ligada ao medo – e confundida com ele -, a ansiedade é acionada pelo corpo, especificamente por uma área do cérebro que percebe algum tipo de ameaça ou perigo e, a partir daí, o mecanismo de defesa passa a funcionar. “A principal diferença entre medo e ansiedade é que o primeiro surge em situações de risco imediato, já a segunda não altera a racionalidade e está voltada para o que não aconteceu”, explica o profissional. 
Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade - Foto: Getty Images
Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade
O sentimento dispara um estado de alerta sensível, quase um radar daquilo que pode ou não afetar a vida. É por isso que uma pessoa ansiosa vive em sobressalto, esperando que algo aconteça. O sentimento é altamente influenciado pela maneira que pensamos. E é neste detalhe que mora o perigo de o transtorno ganhar uma dimensão poderosa para detonar a suaautoestima. “Os sentimentos negativos são como um ímã para a ansiedade e consequentemente para o sofrimento”, diz Sampaio. 

Identifique a raiz do problema 
Os pensamentos negativos e catastróficos podem ser desencadeados por traumas e por insegurança, ambos relacionados também à baixa autoestima. “As pessoas não são ansiosas porque querem. É automático pensar em problemas quando já se passou por situações de medo”, pondera o psicólogo. A preocupação exagerada com um futuro que ainda não aconteceu é uma clara demonstração de insegurança.  
Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade - Foto: Getty Images
Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade
O excesso de pensamentos ruins inevitavelmente gera um ciclo vicioso que tende a esmagar a autoestima do indivíduo. “A ansiedade é um combustível que alimenta a baixa autoestima. Nem sempre ela é negativa, claro, mas uma pessoa que sofre por antecipação está claramente se sentindo em desvantagem diante de uma situação”, exemplifica o profissional.

A falta de segurança pode prejudicar ainda a vida pessoal e profissional. Uma pessoa insegura diante de um chefe certamente não será valorizada no trabalho, com isso as frustrações aparecem e ela passa a acreditar que não é boa o suficiente para desempenhar algumas funções. O mesmo, diz o psicólogo, pode acontecer em um relacionamento, quando um dos parceiros trai e o outro descobre. Em casos assim, o trauma pode ser grande e reduzir a autoestima e o amor próprio a níveis baixíssimos.
Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade - Foto: Getty Images
Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade
Como combater o mal 
O excesso de informação dos dias atuais levam a humanidade a comparar tudo e todos. “Se somos expostos a corpos esculturais, a vidas glamurosas, rapidamente comparamos com o que somos e o que temos. Em 99% das situações, os indivíduos sentem que estão abaixo, o que causa um sentimento natural de inferioridade”, contextualiza. 

De acordo com Sampaio, brecar as comparações é quase impossível, pois somos guiados por um impulso quase incontrolável. No entanto, ele recomenda que ponderar e reconhecer suas qualidades e talvez até a desigualdade da comparação é uma alternativa para não esmigalhar o amor próprio e manter a autoestima.
Outra dica do profissional é tentar manter a racionalidade e afastar os pensamentos catastróficos. “Acreditar em si é tão fundamental quanto manter um raciocínio lógico diante de qualquer situação da vida”, diz. Em casos extremos de ansiedade, que podem se revelar em crises de falta de ar, taquicardia e outros inconvenientes, é necessário procurar ajuda médica ou fazer um tratamento terapeutico com psicólogos. 

Ser confiante e racional diante das situações rotineiras garante também o bem-estar e, com isso, menos complexos e inseguranças. “Elevar a autoestima é básico para minimizar o comportamento ansioso”, finaliza. 

Entenda a relação entre autocuidado e autoestima

Atitudes simples mantêm o equilíbrio e garantem o bem-estar

Sabe quando você acorda, olha no espelho e se sente bem e feliz? Esta é, sem dúvida, uma ótima forma de começar o dia. Mas, como nem sempre você levanta com essa disposição toda, é necessário se enxergar melhor, lembrar sempre de suas qualidades e cuidar de si para melhorá-las. Aí entra o autocuidado. Não é difícil identificar que em algum momento do dia o utilizamos. Aquele banho gostoso, o cuidado com o cabelo e com a pele, a roupa bonita para vestir, etc. 

Embora pareçam atitudes que fazemos para os outros, são também momentos dedicados a nós mesmos em um mundo no qual o tempo para si anda cada vez mais curto. Atitudes como essas já mostram que você se preocupa com seu bem-estar, segundo a psicóloga Doralice Lima, de São Paulo. “O amor próprio é uma peça importante no processo de aumento da autoestima“, diz a profissional. 

Conhece-te a ti mesmo

O autocuidado vai muito além da atenção aos detalhes do corpo. Saber mais sobre si mesmo é importante para cuidar de si mesmo. “Conhecer os próprios limites, capacidades e necessidades, ou popularmente, saber o tamanho das próprias pernas, é a medida justa para o bom funcionamento dessa máquina fantástica que é o seu ser humano e o seu corpo. E uma máquina, para estar bem azeitada, pressupõe conhecermos bem o seu funcionamento”, pondera a psicanalista Joana de Vilhena Novaes, pós-doutora em Psicologia Social (UERJ) e coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPIS) da PUC-RJ. Por isso, questionar-se sobre o que te motiva, por quanto tempo você consegue ficar sem descanso e se você está feliz também é uma forma de se cuidar. 

Processo de construção

Entenda a relação entre amor próprio e autoestima - Foto: Getty Images
Entenda a relação entre amor próprio e autoestima
A autoestima não é construída só com o que pensamos sobre nós. “Costumamos muito valorizar a opinião alheia. Um elogio ou uma crítica tem um efeito muito grande, para o bem ou para o mal, na maneira como nos enxergamos”, pondera a especialista. Segundo a psicóloga, este é um território minado de pequenas armadilhas, onde uma crítica num momento de fragilidade pode ser como uma bomba com um resultado devastador. 

Basicamente o erro está em se basear no que os outros dizem e usar isso como bússola para seu astral, esquecendo do amor próprio. “Quem faz isso deixa de enxergar suas qualidades e passar a viver apenas em função de agradar ou não decepcionar os outros, na espera de algo equivalente ao afago que o cachorro recebe ao balançar o rabo”, diz. Deixar de ser quem é para se moldar como alguém que a sociedade deseja que você seja é negar suas peculiaridades, sua possibilidade de ser único.  

Atenção aos obstáculos

Ser aceito pelo meio social é importante, afinal a rejeição também prejudica a autoestima. Como contrabalancear isso, agradar a si e aos outros? O psicólogo Viktor Frankl defende que atender apenas à expectativa alheia atrapalha e frustra a construção de uma personalidade sólida e estável. Já quem faz o oposto, ou seja, não dá a mínima para o pensamento coletivo, fazendo apenas o que acha certo, tende a se isolar e até criar um comportamento psicótico. Portanto, equilíbrio é a palavra-chave. 

Doralice endossa a tese do especialista. De acordo com a psicóloga, o primeiro passo é ser cuidadoso consigo mesmo. Preparar a comida que você gosta, tomar banhos relaxantes, usar roupas confortáveis, se olhar no espelho e pensar nas qualidades que possui. “Dê uma volta no parque ou na praia e esvazie a cabeça dos problemas pelo menos por alguns instantes”, recomenda a especialista.  

Previna os problemas que abalam a autoestima

Aprenda a lidar com os sinais da idade de forma saudável

Envelhecer faz parte do ciclo da vida. No entanto, esta etapa pode ser encarada como um fardo para muitas mulheres. Além dela interferir visivelmente na aparência física, o corpo sinaliza suas limitações e a saúde, se não foi bem cuidada ao longo dos anos, perde a força, abrindo precedentes para uma série de inconvenientes que abalam não só o organismo, mas a <mv style="box-sizing: border-box; font-size: 15px; line-height: 21.4286px; text-align: center; text-transform: uppercase;" texto="autoestima“>autoestima também. Para ficar atenta a essas transformações provocadas por hormônios que se rebelam e hábitos que não priorizaram a saúde, listamos, com ajuda de especialistas, aspectos que você deve considerar para se manter bela e saudável com o decorrer do tempo. 

Alivie os efeitos da menopausa 
menopausa é o período em que a produção de hormônios pelo ovário diminui gradualmente. Nesta fase, a mulher passa por transformações biológicas e psicológicas, segundo a psicóloga Mara Push. “A tendência é que a mulher se sinta insegura quanto a sua beleza, o que normalmente culmina em depressão e baixa autoestima”, explica a profissional.  
Previna os problemas que abalam a autoestima  - Foto: Getty Images
Previna os problemas que abalam a autoestima
Para aliviar o momento há aliados que podem ser incorporados facilmente em sua rotina diária. Além de praticar exercícios, cuidar da mente (seja com ajuda profissional ou atividades que aliviam oestresse) e aprender a gostar de si, os habitos alimentares contam bastante. De acordo com a ginecologista Maria Helena Bastos, a mulher deve seguir uma dieta rica em soja, pois a leguminosa possui fitoestrogênios, substância com ação igual ao estrogênio. Um outro motivo para incorporar a soja ao cardápio é o seu poder de diminuir os sintomas da menopausa, como insônia, dor de cabeça, melancolia e os calorões típicos da fase. 

Controle o seu peso 
Depois dos 25 anos fica mais fácil ganhar peso e as cruéis gordurinhas passam a ser difíceis de serem eliminadas. “Existe uma diminuição natural do ritmo do metabolismo, o que leva o corpo a gastar menos calorias”, explica Maria Helena. Para turbinar e acelerar o metabolismo, que passa a trabalhar de forma mais lenta, as atividades físicas praticadas com regularidade são recomendadas. 
Previna os problemas que abalam a autoestima  - Foto: Getty Images
Previna os problemas que abalam a autoestima
Fracionar as refeições também ajuda. O ideal é fazer de cinco a seis refeições por dia, de preferência a cada três horas. Com isso você evita chegar no estágio em que a fome é grande e o controle diante de um prato é menor. Consumir alimentos ricos em fibras pode ajudar na batalha diária contra a balança. 

Varizes sob controle 
O surgimento dessas veias está associado às alterações hormonais e ao fator genético. Porém, a falta de atividades físicas e o hábito de fumar contribuem para o surgimento do problema. Portanto, é hora de se mexer. Mantendo alguns cuidados diários e um bom acompanhamento especializado em estética vascular é possível conservar suas pernas belas e saudáveis até na terceira idade, de acordo com o angiologista Edson Neves, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. O profissional recomenda caminhadas matinais e, claro, uma avaliação médica especializada para tratar as varizes com eficácia e segurança, evitando assim os danos à sua saúde. 
Drible a osteoporose 
osteoporose aparece devido a deficiência ou a baixa absorção de cálcio e de vitamina D no organismo. O seu principal dano ao corpo é tornar os ossos mais fracos e sujeitos a fissuras. A nutricionista Juliet Marzalek recomenda um cardápio caprichado em leite e seus derivados, brócolis, couve e gergelim, que são as melhores fontes de minerais responsáveis pelo fortalecimento do esqueleto. 

A profissional também indica boas fontes de vitamina D, encontradas na gema do ovo, na carne de fígado e nos peixes de água salgada. A absorção de cálcio também é facilitada com a pratica de atividades físicas e 15 minutos diários de exposição ao sol combinada com protetor solar. 

Saiba por que estar apaixonado pode fazer bem à autoestima

Paixão traz calma, energia, motivação e a sensação de otimismo

Inspiração de músicas de vários ritmos, gás para o roteiro de grandes produções cinematográficas e forte como um tornado para deixar nossa vida de cabeça para baixo. O sentimento da paixão é suficiente para turbinar qualquer vida morna e ocupar a mente de qualquer mortal. O que poucos sabem é que, quando nosso coração bate mais forte do que de costume, nosso corpo agradece as doses de substâncias que trazem benefícios desde o fio de cabelo até até o dedão do pé. Especialistas garantem que a paixão ajuda no bom funcionamento do corpo. 

“Diferentes pesquisas mostram que a paixão libera endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que acionam e estimulam o circuito neuronal do prazer, estimulando o corpo como um todo. Assim, a pele fica mais bonita, a pessoa tem mais vontade de se cuidar, o mundo passa a ater um significado positivo e as situações felizes são mais valorizadas. A paixão traz felicidade e as pesquisas também apontam que ser feliz torna a saúde melhor”, diz a doutora em psicologia social Maria Izabel Calil Stamato. 
Saiba por que estar apaixonado pode fazer bem à autoestima - Foto: Getty Images
Saiba por que estar apaixonado pode fazer bem à autoestima
No cérebro, a região que rege os nossos sentimentos primitivos, como raiva, alegria e tristeza, recebe mais sangue e os neurotransmissores apresentam atividade mais intensa quando o indivíduo pensa na pessoa por quem está apaixonada e amando. 

A paixão traz consigo a calma,tranquilidade, energia, motivação e a sensação de otimismo. Ao longo do envolvimento amoroso, a pessoa também procura cuidar mais de si mesma, desde fazer exercícios, passando pela preocupação com a frequência às visitas ao médico e aos cuidados com a saúde e chegando até a vontade mudar o visual. Uma maneira importante para fortalecer a paixão é o sexo. A combinação de ambos contribui para uma aproximação maior do casal. Além de queimar calorias e fazer bem à saúde, estimula aautoestima de ambos. 
Da paixão ao amor 
O ser humano passa por um processo delicado durante o relacionamento afetivo. Após alguns meses de paixão, outras regiões do cérebro são estimuladas e um sentimento mais duradouro entra de vez em cena: o amor. Ele é considerado a ligação mais sólida e densa – o que estimula substâncias diferentes no corpo, como a ocitocina nas mulheres e vasopressina nos homens. É o momento que, enfim, encontramos aquele modelo de ser humano que criamos ao longo de nossa vida, segundo diz Maria Izabel. 

Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal

Relações familiares, profissionais e sociais podem ser contaminadas

Quanto tudo vai bem, irradiamos alegria. É um “bom dia” dado com vontade, um sorriso ao pedir algo, um olhar interessado a quem vem conversar conosco. O empenho no trabalho é bom, as recompensas no amor são maravilhosas e os dias se tornam agradáveis. A sua felicidade reverbera e atinge até mesmo quem passa horas ao seu lado. 

Estar de bem com a vida chama a atenção e até provoca uma certa inveja em quem não passa por um momento semelhante. Vivemos momentos de felicidade, e não sua plenitude. Sempre há algo a melhorar, um setor que é uma pedra no sapato. Seja um problema familiar, profissional ou de saúde, substituímos nossas preocupações quase o tempo todo. E aí entra o cuidado para não perder aautoestima
Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal - Foto: Getty Images
Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal
Não deixe o bem-estar escapar 
Perder a autoestima pode acarretar uma série de riscos. O primeiro deles é o de não ter a mesma força de outrora para resolver as questões que se apresentam. De repente aquela pessoa feliz que você era vai se cansando e se deixa abater por críticas, sentimentos de culpa, vergonha, medos,insegurança, etc. “Quando estas sensações começam a dominar os pensamentos é possível notar uma queda no rendimento em todos os setores da vida”, explica a psicóloga Doralice Lima. 

O trabalho rende menos e não dá prazer. Em casa, o convívio familiar se torna um martírio, e a vontade de ficar o tempo todo na cama ou apenas com a TV como companhia aumenta. “O isolamento é sintomático e acontece em efeito dominó. Pode começar com a reclusão e terminar em depressão profunda”, alerta a profissional. Ter a mente dominada por pensamentos negativos ajuda a desenvolver doenças. Tente lembrar das vezes que você teve febre, por exemplo. Geralmente ela surge depois quando você está passando por problemas pessoais ou profissionais que te desgastam. É uma forma do corpo gritar: “Não estou bem, olhe para mim”. 
Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal - Foto: Getty Images
Entenda como a baixa autoestima pode minar sua vida pessoal
Consequências desastrosas 
Caso a autoestima sofra uma queda e não seja recuperada, pode acontecer do rendimento cair tanto no trabalho a ponto de o chefe resolver que a demissão é a melhor alternativa. Em casa, os parentes percebem o comportamento mais arredio. Os amigos também não entendem que motivo levou aquela pessoa tão querida a não se misturar mais nos eventos que combinavam com tanto prazer. “Em pouco tempo uma vida social e profissional que foi conquistada pode desmoronar”, diz a psicóloga. 

Há duas formas de encarar os percalços da vida: se fazendo de vítima frente a uma dificuldade ou arregaçando as mangas para resolvê-la e seguir adiante. Sempre prefira a segunda alternativa, recomenda a especialista. “Períodos de lamentação são comuns e remoer mágoas é natural. Mas esses momentos devem ser passageiros. A vida pode estagnar caso ocomportamento passe a ser movido por rancores”, explica a profissional.  
Atenção aos sintomas 
Claro que ninguém é de ferro, e todos têm o direito de chorar quando se sentem sem forças de dar o próximo passo. Mas esse instante de fraqueza precisa mesmo ser momentâneo e não perpetuado. “Quem chegou aos degraus mais altos de grandes empresas tirou forças para vencer as barreiras que se impunham e para chegar onde chegaram rejeitaram o rótulo de fracassados que em alguns momentos poderiam ter recebido caso abaixassem a cabeça para as interpéries da vida”, exemplifica a terapeuta. Segundo a profissional, encare tudo de frente e pegue a vida com as mãos, ou seja, não esperar por milagres é a forma mais sadia para manter a autoestima fora de perigo. 
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